O divórcio não precisa necessariamente ser realizado por meio de um processo judicial.

Quando existe acordo entre as partes e os requisitos aplicáveis são atendidos, o procedimento pode ser formalizado em um Tabelionato de Notas, por meio de escritura pública.

Essa modalidade é conhecida como divórcio extrajudicial.

O que é o divórcio extrajudicial?

O divórcio extrajudicial é o procedimento realizado diretamente em cartório para formalizar o encerramento do casamento.

A escritura pode tratar de questões como:

Depois da lavratura, a escritura deve ser apresentada ao Registro Civil responsável pelo casamento para que o divórcio seja averbado.

Quais são os principais requisitos?

O primeiro requisito é o consenso.

As partes precisam estar de acordo com a realização do divórcio e com as condições que serão formalizadas.

Também é necessária a assistência de advogado durante o procedimento.

A regulamentação atual do Conselho Nacional de Justiça permite a escritura pública de divórcio consensual inclusive quando existem filhos menores ou incapazes, desde que as questões relacionadas à guarda, convivência e alimentos já tenham sido previamente resolvidas judicialmente. A norma também exige declaração sobre a inexistência de gravidez ou o desconhecimento dessa condição.

Portanto, a existência de filhos menores não impede automaticamente o divórcio em cartório, mas exige uma avaliação cuidadosa da situação e das decisões judiciais existentes.

Quais documentos podem ser necessários?

A lista pode variar conforme o cartório e as circunstâncias, mas normalmente envolve:

A Resolução do CNJ prevê a apresentação da certidão de casamento, documentos de identificação, informações dos filhos e documentos relativos aos bens que serão incluídos na escritura.

É necessário existir acordo sobre todos os bens?

O ideal é que as condições patrimoniais sejam discutidas e organizadas antes da lavratura da escritura.

É necessário identificar quais bens pertencem individualmente a cada cônjuge e quais integram o patrimônio comum, conforme o regime de bens adotado no casamento.

Em algumas situações, a partilha pode apresentar consequências tributárias, especialmente quando existe transferência desigual de patrimônio entre os cônjuges.

Por isso, o acordo não deve ser elaborado apenas com base no valor aparente dos bens. Documentos, titularidade, financiamento, dívidas e efeitos tributários também precisam ser considerados.

Quando o divórcio precisa ser judicial?

A via judicial pode ser necessária quando:

Mesmo quando o divórcio é consensual, a análise jurídica é importante para verificar se o cartório é realmente o caminho adequado.

O divórcio em cartório é imediato?

O tempo necessário depende da organização dos documentos, da complexidade da partilha e dos procedimentos do tabelionato escolhido.

Quando as informações estão completas e as condições já foram definidas, a formalização tende a possuir menos etapas que um processo judicial litigioso.

Isso não significa, entretanto, que todos os divórcios em cartório sejam simples. A existência de imóveis, empresas, financiamentos, investimentos ou dívidas pode exigir uma análise mais detalhada.

Como funciona o procedimento?

De maneira geral, o divórcio extrajudicial envolve:

1. Análise da situação

São verificadas as condições familiares, patrimoniais e documentais.

2. Definição do acordo

As partes organizam as condições relacionadas à partilha, aos alimentos, ao nome e às demais questões envolvidas.

3. Reunião dos documentos

Os documentos pessoais, patrimoniais e registrais são apresentados para a elaboração da escritura.

4. Lavratura da escritura

O ato é formalizado no Tabelionato de Notas com a assistência jurídica necessária.

5. Averbação do divórcio

A escritura é apresentada ao Registro Civil para atualização da certidão de casamento.

Conclusão

O divórcio em cartório pode ser uma alternativa quando existe consenso e os requisitos legais estão presentes.

Antes de iniciar o procedimento, é importante compreender os efeitos da partilha, organizar os documentos e verificar se existem questões que precisam ser previamente resolvidas pela via judicial.

Precisa de orientação sobre divórcio e partilha de bens?

Apresente brevemente a situação para que a equipe possa compreender as condições familiares, patrimoniais e documentais envolvidas.

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